18 de jul de 2014

Antologia de Poesia Missionária(vol 2) /Sammis Reachers / Myrtes Mathias/(4)









Antologia de Poesia
 Missionária  

 - Volume 2 - 
 Apêndice: (Novas) Frases  
sobre Missões e Evangelização

Sammis Reachers 

 Myrtes Mathias



Levantai os olhos... e vede o campo 

Lá fora, além das paredes que te cercam e protegem,
 longe do calor que te aquece o corpo e o coração,
 está a grande vinha do Senhor; crianças que perderam os pais, 
mil mulheres que vendem o corpo,
 milhões de jovens que procuram uma razão de ser;
 povo, que é teu povo, caminhando irremediavelmente para o abismo... 
Para. Olha. Pensa. 
E ouve teu desafio na própria voz do Mestre:
 “Levantai os olhos e vede... Vai hoje trabalhar na vinha...” 
Ainda é tempo de obedecer, alcançar a vinha aqui,
 ali, além; sustentando aqueles que vão, 
onde estiver um deles pregando a salvação, tu estarás, também. 



Vai e Anuncia  

Nesse instante, irmão, só posso oferecer dois versos do poeta revolucionário:  “Ah! Como é horrível ser jovem e não mudar o  mundo!” Receio que me censures por falar em mudança quando a maioria proclama que há paz e amor. Bem sei que não é fácil tocar o clarim para uma batalha de transformação, quando tantos confundem dinheiro, comodidade, prazer e licenciosidade, com alegria e liberdade verdadeiras. Bem sei que a ciência se multiplica, as espécies evoluem, o progresso é uma realidade. Mas, com seu séquito de angústias e frustrações, cresce também o pecado na alma dos homens. E só isso tem valor eterno: a alma dos homens.  


Até quando olvidarão que a Felicidade vem de dentro, onde tudo nasce, e do Alto, de onde desce o Amor? Por tudo isso, meu canto não será uma forma de fuga, uma cantiga de ninar. Será, antes, uma busca e um encontro. uma busca de Suprema Vontade, um encontro com a ordem do Mestre: “Vai e Anuncia.” Vai em busca dos pobres, dos aflitos, dos inconformados, dos que procuram uma razão para viver, dos que fogem da miséria que está em  volta e dentro do coração. Vai e anuncia-lhes eu Deus é amor,  que na casa de meu Pai há muitas moradas, que Eu sou o mesmo ontem, hoje e eternamente. Vai e anuncia o que Deus fez por ti,                            o que Eu fiz por ti.  


Não te constrange lembrar que o que Ele fez por ti foi morrer em teu lugar? Vamos, então, agora mesmo, enquanto é dia,
de mãos dadas e corações unidos, anunciar o que Ele fez por nós. Vamos!  


E eu prometo mudar os versos do início para um hino de louvor e gratidão: Como é bom ser crente e mudar o mundo. Como é bom participar na obra de um Deus que trocou o céu pela terra, para que nós – pó da terra – pudéssemos  reencontrar o céu.




Missões Nacionais 

Por bravios sertões, por selvas densas,
entre índios, sem temor, firmes,
ousados, levais a Luz de Deus,
levais, intensas, as Graças de Jesus
- quais bons soldados!  


Zacarias Campelo, invicto e forte,
juntamente Alexandre e o herói Colares,
são paladinos enfrentando a morte,
Lígia e Beatriz - lutando entre os palmares!  


De Simas e Tarsier, de Aminadá, -
de quantos entram as matas,
os sertões, - louvemos o nobre gesto,
a Fé, o Amor! Se tantos  


homens no mundo ouvissem
o Evangelho, o Brasil
- desta terra nos extremos
- seria, entre as nações - um grande Espelho!



Enquanto é dia

Tremo ao contemplar milhares, Milhões caminhando para o abismo, Enquanto o povo que se chama pelo Teu nome  se assenta a tecer grinaldas de flores, preocupado em acompanhar os padrões  do presente século. Que fizemos do teu senso de urgência: "Trabalhai enquanto é dia"? Do Teu santo objetivo:  "É necessário que eu anuncie o evangelho...  porque para isso fui enviado"?  


Tu não Te importaste de ser diferente  dos grandes do teu tempo. Bastava-Te o ideal,  a angustiante certeza de que era breve  Teu tempo aqui.
Sobretudo, havia o amor. Por ele Te fizeste maldição,  objeto de escárnio e zombaria, Quando permitiste que Te erguessem,  entre o céu e a terra, nos braços de uma cruz.
Abre-nos os olhos, Senhor, para a profundidade  da missão que nos deste,  Dá-nos consciência do preço que Te custou  a autoridade para ordenar: - "Ide e pregai o evangelho..." Enquanto é dia, enche-nos do Teu senso de urgência. Sobretudo, Senhor, que nos possua  aquele amor que Te fez aceitar o ridículo da cruz: Ele nos fará desprezar os valores do mundo,  ele nos levará a sair pelos becos e valados,  em busca dos famintos,  para que tua casa se encha,  para que aleluias e hosanas  se ergam ao santo nome Teu.  



Todo o conteúdo desta obra tem os seus respectivos direitos autorais protegidos por lei. Qualquer menção de parte da obra, ou da sua totalidade da mesma para fins comerciais, sem a devida autorização do autor .[ por favor autor ,pedido que retire a poesia mande email aqui:( manussinha@gmail.com) muito obrigado!]      

 

 

 

 

14 de jul de 2014

ÁGUAS VIVAS 2 /Antologia de Poesia Evangélica/Rui Miguel Duarte/Sammis Reachers (1)




ÁGUAS VIVAS 2

  Antologia de Poesia Evangélica 
Rui Miguel Duarte 
  Sammis Reachers




Blog Poesia Evangélica www.poesiaevanglica.blogspot.com  
   Organização de Sammis Reachers 





VALE DA SOMBRA DA MORTE 

“Perguntou-lhe Simão Pedro: «Para onde vais, Senhor?» Jesus respondeu-lhe: «Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas hás-de seguir-me mais tarde.»”  
Evangelho segundo João 13:36 (versão A Bíblia para todos)  


Não podes, querido amigo, seguir-me agora sabes, tenho uma estrada diante de mim que tu não conheces pés nenhuns foram nela ainda  experimentados o couro de sandálias nenhumas  nas suas pedras jamais se gastou 

Não podes, querido amigo, seguir-me agora sabes, tenho uma estrada diante de mim que tu não conheces pés nenhuns foram nela ainda  experimentados o couro de sandálias nenhumas  nas suas pedras jamais se gastou  

Querido amigo, o céu aqui não é de açucenas os penedos são gigantes espessos  ao passarmos rente a eles acendem um véu negro no rosto  do abismo o chão não é de pétalas mas tem arestas é pontiagudo  como pregos que não descansam o sangue  
Sei que nele  há um vale da sombra é todo o céu e toda a terra
em peso sobre a minha cabeça 

sombra da morte mais temível  do que a própria  morte  
esse vale foi moldado à forma  rósea do meu corpo o meu sangue foi-lhe  desde a Eternidade prometido poderei eu estancá-lo? 

Só eu,  querido amigo  só eu posso atravessá-lo  
deixa-me ir, querido amigo, até à outra fímbria do vale  
lá as águas dos riachos têm a cor do sol então ao meu chamado 
virás  dirás que vens da minha parte  
e no prado dos teus olhos  desenrolar-se-á, até o perderes de vista, o verde  
18/03/10



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